Cerveja Industrial x Cerveja Craft x Cerveja Artesanal

Essas expressões são usadas recorrentemente na midia. Vale a pena entender direitinho o que significa cada uma delas  mas antes de de entrar na definição é bom esclarecer que existem cervejas de ótima qualidade e cervejas ruins em cada categoria. Cerveja industrial é aquela feita em enormes quantidades por conglomerados industriais. Segundo uma classificação americana, se a empresa produz mais de 6 milhões de barris de cerveja por ano, seus produtos podem ser considerados cervejas industriais. Exemplos: Becks, Brahma, Heineken, Budweiser, Corona, etc. A capacidade competitiva das grandes cervejarias se baseia no baixo custo. Portanto as grandes cervejarias normalmente tem um portfolio limitado de produtos e buscam operar no mais baixo nivel possivel de custo via padronização de produto. Cerveja craft também é feita em unidades industriais mas em escala menor. Tipicamente, uma cervejaria craft oferece um leque maior de estilos e é mais criativa no desenvolvimento de produtos originais. Seus produtos também são vendidos a preços mais altos o que faz com que operar no mais baixo nivel possivel de custo não seja sua prioridade número 1. O foco está em produtos inovadores. Ainda de acordo com a classificação americana, uma cervejaria craft é aquela que produz menos de 6 milhões de barris por ano, tem no máximo 25% do seu capital social nas mãos de uma grande cervejaria e é focada em inovação. Existem milhares de cervejarias no mundo nesta condição. Só nos EUA são 20.000. Aqui no Brasil cervejarias como a Dama, Tupiniquim, Opa e Backer se qualificam como craft brewery. Já cerveja artesanal é aquela feita em quantidades muito pequenas, e tipicamente para consumo local. O exemplo mais comum é o de bares que produzem sua própria cerveja e só vendem no balcão ou, no máximo, na vizinhança. Esse tipo de situação é comum na Europa e, até certo ponto, nos EUA. No Brasil não há muitos bares integrados com produção própria mas aos poucos seu número vai aumentando (em Santa Catarina parece haver um número maior, provavelmente por influência da cultura alemã)


Economizando com a Adega do Abade

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 Dicas de Armazenamento

 Cerveja é um produto vivo e sofre alterações com o tempo. Siga essas dicas de armazenagem e      livre-se de qualquer surpresa na hora de saborear sua bebida predileta:

 (1) Não gele a cerveja antes de guardá-la. Prefira um lugar fresco, preferencialmente em temperatura  sempre ao redor de 15°.

 (2) O sol é inimigo mortal da cerveja. Mantenha suas garrafas em local protegido de insolação.

 (3) Guarde as garrafas de pé. Isso reduz o espaço de contato entre o líquido e o ar contido no gargalo,  evitando estragos por conta de oxidação.

 (4) Leveduras gostam de tranquilidade. Não balance, agite ou movimente as garrafas com energia.

 (5) Como regra geral, cervejas brasileiras e americanas não  suportam armazenagem superior a seis  meses. Já as europeias  normalmente sobrevivem bem a mais de um ano guardadas.

 (6) Ao contrário da grande maioria das cervejas, alguns estilos se beneficiam da maturação na    garrafa, como ocorre com os vinhos. Vintage beers, barley wines, imperial stouts, Belgian strong ales,                                                                                               lambics e old ales não precisam ser bebidas no dia seguinte ao da compra. Guarde-as por 6 meses                                                                                                  ou mais seguindo as recomendações acima e você gostará do resultado.

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Marguerita de Cerveja

Coquetéis feitos à base de cerveja estão na moda. A Marguerita agrada a todos os paladares. Junte em uma coqueteleira 1 dose de suco de limão, 1 dose de tequila e uma lata de cerveja. Misture tudo longamente, acrescente gelo moido e sirva em copo alto, com as bordas cobertas por sal (dica: para fazer o sal grudar no copo, umedeça a borda com suco de limão. Espalhe o sal na mesa e vire o copo sobre ele). Se desejar uma  versão mais suave do coquetel, adicione duas latas de cerveja à mistura, ao invés de apenas uma. Pode-se usar cerveja Red Ale, dando uma linda cor avermelhada ao coquetel, ou Pilsen, que garantirá cor dourada. Como todo  coquetel, a receita pode ser ajustada a gosto



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Organizando uma degustação

Reunir os amigos para degustar cervejas exige alguns cuidados. A tentação de colocar um monte de rótulos na mesa e deixar o pessoal a vontade pra ir tomando sem critério é grande. E vai conduzir invariavelmente a um estomago virado. Seguindo essas dicas seu encontro será um sucesso. Primeiro: escolha apenas 4 ou 5 estilos diferentes. E apenas um rótulo de cada estilo. Segundo: comece servindo as lagers e deixe as ales para a segunda etapa. As lagers tem sabor menos acentuado e menos corpo. Terceiro: não deve faltar uma boa pilsen tcheca e uma bock alemã. Se preferir, troque a pilsen por uma helles e está fechado o ciclo das lagers. Quarto: evite as ales de alto teor alcoólico ou paladar complexo, como as trapistas. Nem todo mundo gosta e estômagos sensíveis se ressentirão. Sirva uma red ale britânica, uma witbier belga e termine com uma boa stout. Pode trocar a witibier pela India Pale Ale. Não esqueça de deixar bastante pão e água na mesa pro povo limpar o paladar entre um rótulo e outro.

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 Efeitos nutricionais

A cerveja possui alto valor nutritivo e é facilmente assimilada pelo organismo. Seus componentes  principais são vitaminas, minerais, carboidratos e proteínas. Em média, a cerveja possui 400/kcal/litro, o que  corresponde a aproximadamente 15% das necessidades diárias de um adulto e equivale, em termos de proteína, a 100g  de carne, 700ml de leite integral ou seis ovos cozidos. Os sais minerais incluídos em sua composição (0,5g/l)  correspondem a 10% das necessidades de um ser humano. Além disso, as cervejas são ricas em vitaminas, sobretudo as  do chamado complexo B. A vitamina B1 auxilia no funcionamento dos músculos, nervos e cérebro; a B2 colabora para a  manutenção dos tecidos; a B5 atua no metabolismo dos carboidratos e gorduras; os minerais, como cálcio e  fósforo,  são essenciais para a composição dos ossos; e o potássio, junto com o cálcio, assegura, entre outros  benefícios, o bom  funcionamento do coração.

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Cervejas para dias frios

Em dias frios, experimente frios defumados e queijos fortes harmonizados com a Dieu du Ciel Aphrodisiaque. Originária do Canadá, a Aphrodisiaque é uma Stout muito robusta, de cor muito escura e espuma bege claro persistente e muito cremosa. Pouco carbonatada e com leve dulçor, esta cerveja é capaz não apenas de acompanhar com perfeição seu jantar como também sobremesas de chocolate. Ideal para um delicioso jantar romântico a luz de velas.


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 Limite saudável para consumo de álcool

Consumida até o volume de 1 litro diário, a cerveja é uma bebida saudável, que gera diversos efeitos positivos: melhoria da capacidade física, redução dos estados ansiolíticos e depressivos,  diminuição das pressões sistólicas e diastólicas e redução dos riscos de infartos e cardiopatias em geral, além de garantir maior resistência contra infecções. A cerveja contém um grupo de proteínas pré-digeridas, sais minerais e açúcares de fácil digestão, o que confere a ela uma característica importante, o tamponamento, que reduz sensivelmente o seu efeito alcoolizante. Essa particularidade é perceptível quando se compara a ingestão de cervejas com a ingestão das mesmas quantidades de álcool contidas em outras bebidas.


Sugestão de refeição leve e deliciosa
Hamburger artesanal feito com carne nobre, coberto com refogado de shitake, cebola e tomate. Sirva com maionese e decore com folhas verdes picadas. Pode montar no pão de hamburger ou servir direto no prato. Harmonize com Dieu Du Ciel Moralité, uma IPA (India Pale Ale, estilo super tradicional na Inglaterra) canadense, com 6,9% de teor alcoólico e amargor adequado ao estilo. Uma cerveja tão especial que mereceu nota 100 do RateBeer, o mais reputado site de classificação de cervejas da internet


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Happy hour

Uma decisão sempre difícil na hora de convidar os amigos para uma noitada de sábado em casa é escolher a cerveja que melhor combina com os petiscos. No inverno a gente gosta de tomar cervejas escuras, mais encorpadas, com mais paladar e álcool. As stouts são uma escolha bastante popular para esses dias. E elas combinam super bem com tábua de queijos duros (cheddar, grana padano, parmesão, provolone, gruyere, ementhal e reino) e frios (salame, presunto cru, copa, zampone, pancetta e qualquer outro embutido curtido ou condimentado). Se quiser enriquecer a mesa, acrescente patês de sabor forte, além de pães diversos, claro. Se   você não for muito fã de embutidos, pode trocar por filé aperitivo, salsichas condimentadas e linguiças. E o detalhe legal é que as stouts também harmonizam com chocolates e quase todas as sobremesas. 



Cervejas de inverno
Por ser um país de clima geralmente quente, o Brasil sempre deu preferência a cervejas leves, de pouco corpo e baixa graduação alcoólica, bebidas com o objetivo de refrescar e hidratar. Entretanto, a indústria da cerveja tem sido historicamente uma especialidade de regiões europeias onde os invernos são rigorosos. Durante séculos, os cervejeiros fizeram produtos sazonais para o tempo frio que são mais encorpados e maltados que as cervejas comuns. Cervejas de inverno levam menos água na mistura, oferecem maior grau de nutrição e, tipicamente, teor alcoólico mais elevado. Para espantar de vez o frio, estas cervejas devem ser servidas a temperaturas não inferiores a 10 graus centígrados, o que também ajuda muito a apreciar seus aromas e sabores. Experimente cervejas dos estilos Porter, Stout, Strong Scoth Ale, Trapista, DoppelBock ou qualquer um que tenha as palavras "Imperial" ou "Strong" no rótulo.




Bebendo menos, bebendo melhor.
Esse é o mantra dos apreciadores de cervejas artesanais (ou especiais).Quando a gente experimenta um produto feito em pequena escala, de outro estilo, com formulação menos convencional, é natural aperfeiçoar o paladar. E aí vem a grande pergunta: como é que eu faço no churrasco de domingo? Dá pra tomar trappista com picanha? Dar, até dá. Mas, convenhamos: o churrascão de domingo é pra colocar o papo em dia, falar bobagem, contar histórias e tirar um cochilo depois. Não é um ambiente de degustação. Então vá mesmo de uma cerveja de massa, aquela que você sempre comprou baratinho no supermercado, sem peso de consciência.

Entendendo os estilos: Cervejas Trappistas.
A cerveja Trappista foi originalmente criada por monges trapistas franceses refugiados na Holanda. Com o passar do tempo, outros mosteiros passaram a produzi-la seguindo as restritas regras estabelecidas por eles. Em 1997 sete abadias se reuniram e criaram um selo – uma espécie de reserva da marca. Essas abadias eram 6 da Bélgica (Orval, Chimay, Westvleteren, Rochefort, Westmalle e Achel) e uma da Holanda (Koningshoeven). Inicialmente apenas elas teriam o direito de identificar no rótulo a cerveja como sendo trapista. Hoje já são 11 mosteiros autorizados a marcar suas cervejas com o selo de autenticidade trapista, garantindo a origem monástica de sua produção. Aos sete originais juntaram-se os de Abdij Maria Toevlucht (Holanda), Engelszell (Áustria), St. Joseph’s Abbey (EUA) e Abbazia delle Tre Fontane (Italia).




Entendendo os estilos semelhantes: Cervejas de Trigo
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Dependendo da lingua que você fala, conhecerá trigo por wheat, weizen ou wit. Portanto, quando você ler no rótulo que o nome do estilo inclui alguma palavras pode ter certeza que estará levando pra mesa uma autêntica cerveja de trigo. Sub-estilos conhecidos: Weissbier, Hefeweizen, Berliner Weisse, KristalWeizen, Dunkel-Weizen, Witbier e American Wheat Ale. Cervejas de trigo são sempre da familia das Ales.




Entendendo os estilos semelhantes: Cervejas Bem Escuras.
Existem diversos estilos de cervejas escuras mas os mais famosos são Stout e Porter. Exemplo super conhecido de Stout é a Guinness. Porter é mais do que a prima-irmã da Stout. É quase que irmã gêmea. A Porter surgiu primeiro, lá atrás, no século 17. O objetivo era criar uma cerveja simples porém nutritiva, de grande aceitação. Era tipicamente tomada por trabalhadores braçais da cidade de Londres. Algum tempo depois, a rivalidade existente dentro da Grã-Bretanha estimulou os irlandeses a criarem uma versão mais encorpada (ou forte, ou stout, em inglês) das Porter. Surge a Stout. Com o tempo algum sub-estilos apareceram: Irish Stout (as vezes apresentada como Irish Dry Stout), Milk Stout, Sweet Stout, OatMeal Stout, Foreign Stout e Imperial Stout. Do lado das porters, surgiu a Baltic Porter. Se você tomou uma Guinness e gostou, provavelmente gostará de exemplares de todos os demais estilos. Porter e Stout são cervejas da familia das Ale.



Entendendo os estilos semelhantes: Pilsen e Pale Lager.
Se você está se interessando agora por cervejas especiais, provavelmente já deve ter se perguntado porque existem tantas classificações diferentes e o que de fato isso significa. Então vamos simplificar um pouquinho as coisas. As cervejas se dividem em duas grandes familias: as Ales e as Lagers. De longe, as mais vendidas são as Lagers. Dentro dessa grande familia, os dois tipos mais bebidos são a Pilsen e suas primas-irmãs e a Pale Lager e suas primas-irmãs. Brahma, Antarctica e Skol são exemplos brasileiros das pilsen, que também são chamadas de Pils, Pilsner ou Pilsener. Suas primas irmãs são as Dortmunder, Helles, German Pilsener, Bohemian Pilsener e American Pilsner. Se você gosta de um desses estilos, provavelmente gostará dos demais. Já as Pales Lagers são cervejas ainda mais populares do que as Pilsen. Bons exemplos desse estilo são Carlsberg, Heineken e Budweiser. As primas-irmãs desse estilo são a American Amber Lager, American Pale Lager e a California Common (Steam Beer). Novamente, se você curte Budweiser, provavelmente gostará das cervejas dos demais estilos. Se você já bebeu uma Budweiser e uma Brahma deve ter notado que pilsens e pale lagers comuns são semelhantes.